quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Torre ou a Experiência da Queda

A Torre
Tarot Rider-Waite


A Torre é um arquétipo, não de um mal radical, mas do mal enquanto queda, enquanto experiência profunda do abismo.

A Torre é aquela projecção do eu que corrompe o conhecimento de si, como Imagem de Deus, numa promessa de destruição.

A Torre é o arcano que representa a corrupção da vontade humana e a ignorância activa enquanto expressão do mal.

A Torre é aquela forma de destruição, tanto interna como externa, que invade o eu e o outro, tornando a queda em ausência.

A Torre é a negação do processo transformativo que a sabedoria e a fé concedem, logo é uma rejeição da dádiva.

A Torre é aquele relâmpago fulgente que relembra que são as leis do destino, os decretos da mente divina, que unem todas as coisas.

A Torre é a revelação de que também nas ruínas, no seio da maior destruição e discórdia, se pode encontrar ou guardar um tesouro.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Esse elástico em pés de menina (Poesia)

Gauguin, Paul, Breton Girls Dancing, 1888. Washington: National Gallery of Art.


Esse elástico em pés de menina

Se escapares da rotina
Da autocarro atrasado
Do dinheiro que não estica
Das pessoas malignas
Que sem autorização 
Te invadem a vida
E pensares em Deus e no Tempo
Não com o cálculo do físico
Nem com a razão do filósofo 
Mas com o espírito livre de um poeta
Compreenderás não como metáfora
Mas como realidade vibrante
Visão primordial da totalidade 
Que Deus e o Tempo
São três meninas a jogar ao elástico
Qual feminina trindade
Deusa tríplice e fiandeira
Nesse jogo de criança
Ouvirás as meninas a cantar
Batendo as palmas
Dando som ao universo
E as três trauteando dirão
Salta pisa e cruza
Pisa cruza e salta
E a gravidade o espaço e o tempo
Comprimindo-se e estendendo-se
Tornar-se-ão a unidade
De uma relativa verdade
E tu do quotidiano liberto humano
Observarás o elástico sob os pés da menina
Aquela que dança entre as irmãs
E então o tempo 
Esse elástico em pés de criança
Saltado será a oportunidade 
Pisado o momento 
E cruzado e estendido 
Toda uma vida
Agora longe da rotina 
Da autocarro atrasado
Do dinheiro que não estica
Das pessoas malignas
Que sem autorização 
Te invadem a vida
Quando procurares 
A divina imagem
Não vejas pois o velho barbudo 
Vê antes três meninas a brincar
Três mulheres que voltam a jogar


25 de Março de 2019
RMdF

terça-feira, 2 de abril de 2019

Do Amor-Próprio à Vida Eterna: João 12:25

Antolinez, José, Assunção de Maria Madalena, s/d.
 Madrid: Museu do Prado.


Do Amor-Próprio à Vida Eterna
João 12:25


            Quando entregamos à alma a disponibilidade de ler, de nos deixarmos deslumbrar, por uma passagem de um qualquer texto sagrado, sem dogmatismo, sem os grilhões de uma leitura condicionada, podemos encontrar uma luz textuante que nos eleva para uma realidade onde o divino se torna palavra. Essa disponibilidade adquire um profundo carácter de transformação se o espectro textual se tornar universal, ou seja, todos os textos, de todos os tempos, de todas as religiões ou civilizações, adquirem um elemento de gravidade existencial.

            O versículo 25 do capítulo 12 do Evangelho de São João é um bom exemplo dessa leitura. Uma visão crítica, focada apenas na letra do texto, permite uma vasta apreensão da palavra sagrada. Se compararmos o texto grego com a vulgata e com algumas das principais traduções portuguesas, percebemos que as variantes, em vez de adulterarem o sentido primordial, aprofundam esse sentido. Ora o texto grego diz:

̉Ο φιλῶν τὴν ψυχὴν αὐτοῦ, ἀπολλύει αὐτήν, καὶ ὁ μισῶν τὴν ψυχὴν αὐτοῦ ἐν τῷ κόσμῳ τούτῳ, εἰς ζωὴν αἰώνιον φυλάξει αὐτήν.

E, por seu lado, a vulgata de São Jerónimo diz:

Ipsum solum manet si autem mortuum fuerit multum fructum adfert qui amat animam suam perdet eam et qui odit animam suam in hoc mundo in vitam aeternam custodit eam.

Nas traduções portuguesas, destacamos três: a de João Ferreira de Almeida; a Nova Bíblia dos Capuchinhos e a Bíblia de Jerusalém. Na tradução de Ferreira de Almeida, encontramos a seguinte versão:

Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna.

A Bíblia dos Capuchinhos, que é aquela que mais difere das restantes, diz:

Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna.

E, por fim, a Bíblia de Jerusalém diz:

Quem ama sua vida a perde e quem odeia sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna.
Quando abordamos as traduções da Bíblia é impossível não cotejar também a King James, que, neste caso, não difere da maioria das traduções portuguesas:

He that loveth his life shall lose it; and he that hateth his life in this world shall keep it unto life eternal.

            Estes périplos textuais não procuram, de modo algum, a erudição exegética, mas sim a compreensão do texto enquanto matéria viva, criatura vivente e em contínuo processo transformativo. Contrariamente ao que se possa pensar, só o texto que não é lido é que permanece morto, fechado em si mesmo. A palavra possui um carácter de passagem. É um demiurgo que, de corpo em corpo, de leitor em leitor, se transforma.

            O versículo de João permite diferentes leituras, sem que por isso sejam dissonantes. As questões interpretativas resultam essencialmente da polissemia textual. A primeira delas, e que surge logo no texto grego, é a de como devemos ler a palavra ψυχή. A tradução mais comum, aquela que encontramos em Ferreira de Almeida, na Bíblia de Jerusalém e na King James, opta pelo termo vida. Na vulgata, encontramos o termo anima, que, apesar de conservar a dimensão de sopro de vida, não tem o alcance de ψυχή. No entanto, é na vulgata que encontramos uma pista para a tradução da Bíblia dos Capuchinhos. O texto diz: ipsum solum manet. Ora o acto de permanecer apenas em si é o amor-próprio dessa tradução e está em total harmonia com a ψυχή grega, que tem também a acepção de si mesmo ou de consciência de si.

            O texto grego pode não incluir literalmente o ipsum solum manet da vulgata, todavia o elemento vivo que anima o texto é o mesmo. A tradução da Bíblia dos Capuchinhos da primeira parte do versículo é portanto a que melhor traduz o espírito de  ̉Ο φιλῶν τὴν ψυχὴν αὐτοῦ, ἀπολλύει αὐτήν. Nos dias de hoje, com uma desenfreada propaganda a um individualismo solipsista, que na maior parte vezes se aproxima de um narcisismo patológico, este Quem se ama a si mesmo, perde-se pode parecer estranho, mas, na verdade, deveria servir de fundação a toda psicologia futura. O amor-próprio pode, e deve, cimentar uma vida psicologicamente saudável, contudo quando a justa medida é excedida, transforma-se numa forma de alienação. Nesse sentido, aquele que apenas se ama a si mesmo perde tanto o amor por si como a própria vida - conjugando-se aqui as duas acepções de ψυχή -, pois não existe valor numa vida apenas centrada em si.
 
            O versículo pode ter, porém, uma outra leitura. A chave dessa leitura encontra-se na relação entre as várias formas verbais. Os verbos φιλόω, ἀπολλύμι, μισέω e φυλάσσω vão indicar a presença ou a ausência de um elemento passagem, de um princípio de transformação. Ora aquele que se ama, perde-se e aquele que se odeia, guarda-se. Esta pode parecer uma equação algo bizarra, todavia, é a presença ou a ausência de um elemento de passagem que clarifica a formulação. E esse elemento é Jesus. A passagem do amor-próprio, centrado em si mesmo, para um amor universal, liberto das amarras do excesso de si, é mediada por Jesus. Nesse sentido, a vida eterna que se ganha, mantém ou defende (φυλάσσω), e que é expressa pela palavra ζωή, que indica sobretudo a vida biológica, resulta não de um acto de se amar a si mesmo (φιλόω) que conduz ao processo de perda, destruição ou morte (ἀπολλύμι), mas sim de um acto de negação, recusa ou rejeição (μισέω).

            O verbo μισέω, cuja raiz etimológica encontramos hoje em palavras como misantropia ou misoginia, surge aqui como indicador da acção que permite ou concede a vida eterna. Ao abandonarmos o amor-próprio e ao entregarmo-nos ao amor universal, estamos a aceitar o sacrifício como dádiva. O acto de odiar (μισέω) a própria vida ou essa desmedida de um amor voltado para si apresenta-se sob a forma de renúncia, de negação. Embora uma interpretação mais condicionada possa conduzir a alma a uma disponibilidade para o sacrifício, para o martírio, a proposta de Jesus assenta sobretudo na necessidade de se renunciar ao excesso de si, ao eu que não quer ver a dádiva da vida eterna, nem amar o outro como a si mesmo. Jesus concede neste versículo a possibilidade de darmos ao mundo, não o amor-próprio, fechado em si mesmo, mas o amor de Deus. A máxima de Deus é Amor torna-se assim, não um mote espiritual, mas a própria vida e esse Amor transforma a consciência de si, a ψυχή, e dá-lhe o dom da totalidade.

           João 12:25 é um bom exemplo da importância de uma leitura crítica, pois a leitura de uma única tradução levar-nos-ia a perder todo um leque de sentidos. A vitalidade do texto transcende aqui o original, embora este seja a matéria-prima de toda análise, uma vez que encontramos também nas traduções uma paleta interpretativa que potencia o seu valor textual. Por outro lado, uma leitura crítica sustentada na palavra revela igualmente a actualidade de um texto. Desta forma, depois de cotejadas as palavras, João 12:25 manifesta uma profundidade que é tanto espiritual como existencial.   



Bibliografia

Bíblia Português, Edição em linha com texto interlinear grego-português e várias traduções. Acedida em 30 de Março de 2019: https://bibliaportugues.com/john/12-25.htm

Novo Testamento Interlinear – Grego-Português, Ed. V. Scholz e R. G. Bratcher. Barueri (SP, Brasil): Sociedade Biblíca do Brasil, 2007.

Vulgata Latina, Edição em linha. Acedida em 30 de Março de 2019: https://www.bibliacatolica.com.br/vulgata-latina/evangelium-secundum-ioannem/12/ .

Bíblia Sagrada, Ed. João Ferreira de Almeida. Lisboa: Sociedade Bíblica, 1994.

Bíblia de Jerusalém, G. da Silva Gorgulho, I. Storniolo & A. F. Andersen. São Paulo (Brasil): Paulus, 2003.

Nova Bíblia dos Capuchinhos, Edição em linha. Acedida em 30 de Março de 2019: http://capuchinhos.org/biblia/index.php/Jo_12 .

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Do Eu ao Todo (Poesia)

Curradi, Francesco, Narcissus, s/d.
Florença: Galleria Palatina (Palazzo Pitti).


Do Eu ao Todo


Se na vida 
Algo queres ser
Perde o eu
A que tanto te agarras
Para abraçares o todo
Que tudo te dá

Não sejas pois a repetição 
Desse eu que tudo detém 
Sem nada conseguir ser
Sê antes a profundidade 
De um poço vazio
Que paciente espera
A água as chuvas
Encher-se 
Tornar-se outro 
Cheio renovar-se

Perde pois esse eu
Que em tudo se inclui
Como Narciso 
Dizendo
Fiz sou apareci
Dilui-te na obra do agora
Na sabedoria que é semente
E sê antes a árvore
Que vê e ouve
O rio que corre 
Sem ter de ser

Se na vida 
Ou além da morte
Algo queres ser
Perde esse eu
Que só a ilusão te dá
Para vivo puderes ser
Não uma parte no todo
Mas o todo por toda a parte


24 de Março de 2019

RMdF

Humana Possibilidade (Poesia)

Allori, Alessandro, Allegory of Human Life, 1570-90.
Florença: Galleria degli Uffizi.

Humana Possibilidade

Se a humanidade pudesse ser _____________
O canto dos rouxinóis rasgando a madrugada
Ou a douta maré que solitária avança e recua
Deixando ao despido areal aquilo que fora seu

Se a humanidade pudesse ser _____________
O majestoso veado-rei senhor do árboreo reino
Que sabe que liderar é ainda estar e não ser visto
Ou aquela simples flor que reúne em si o universo

Ai se a humanidade pudesse ser ___________
A singularidade magnânima de uma nova estrela
Ou a constância luminar que o Sol e a Lua nos dá
Surgindo e escondendo-se dando de si ao outro

Se a humanidade pudesse ser _____________
Aquele riso frisado ao vento das nossas crianças
Cantando sobre os sulcos dos seus antepassados
Ou gravando a marca solitária do incerto amanhã

Se a humanidade pudesse ser _____________
A doce memória da palavra o mestre revisitante
Da lição que a história nos dá transformando
O agora sempre perdido nas páginas do futuro

Ai se a humanidade pudesse ser ___________
Tudo aquilo que não é mas que por sua dádiva
Tende a ser ou a excelência que por raridade
Ou excepção exalta o melhor do ser humano

_______________ Sim se a nossa humanidade
Pudesse ser a lei da sabedoria verdade e vida
Tornar-se-ia o que teima em não ser uma ideia
O sonho e o ideal o nascer de um novo humano



29 de Janeiro de 2019
RMdF

quarta-feira, 27 de março de 2019

O Diabo é o Excesso de Si

O Diabo
Tarot Rider-Waite

O Diabo é um indicador, não do conhecimento, nem da intuição do mal, mas do mal enquanto perda de liberdade, escravidão.

O Diabo é aquele que anula a vontade, não por causa de uma acção externa, mas porque o excesso de si intoxica o livre-arbítrio.

O Diabo é um criador de artificialidade, um fabricante de ilusões que materializa e objectifica uma realidade sem forma, nem espírito.

O Diabo é aquele transforma o acto de criar, a inspiração que nos eleva na experiência da queda, no abismo da negação.

O Diabo é a acção de captura do que está perdido, é o domínio da ausência, da alma alienada e estéril, distante da luz e da dádiva.

O Diabo é aquele que representa, não a ausência da luz, mas sim o encontro com a sombra, o assombro da luz oculta.

O Diabo é o arcano dos grilhões, da liberdade ausente, porque o eu tornou-se na sua própria prisão, numa realidade distorcida.

terça-feira, 19 de março de 2019

Estrutura Temática da Astronomica de Manílio: Esquema de Leitura

The sphere of Marcus Manilius made an English poem with annotations and an astronomical appendix
by Sir Edward Sherburne (London : Printed for Nathanael Brooke, 1675)


Estrutura Temática da Astronomica de Manílio


Livro I

Proémio
I, 1–117

1–24 Apresentação do tema e reflexão sobre a tarefa do poeta
25–65 História da Astrologia
66–112 História da Civilização
113–17 Nova apresentação do tema e desejo de sucesso

O Universo
I, 118–254

118–21 Introdução
122–46 Origem do Universo: as várias teorias
147–66 Forma do Universo: os quatro elementos e os seus lugares naturais
168–203 Terra: posição central e suspensa
204–46 Esfericidade da Terra
247–54 Coerência do Universo, que é governado pela vis animae divina

As Estrelas
I, 255–560

255–6a Introdução
256b–74 O Zodíaco
275–372 Signos do Hemisfério Norte
373–455 Signos do Hemisfério Sul
456–73 A Forma das Constelações
474–531 A Regularidade do Movimento Estelar como Prova da Divindade e Imutabilidade do Universo
532–8 Conclusão da Discussão acerca das Estrelas Fixas
539–60 Dimensão do Céu

Os Círculos Celestiais
I, 561–804

561–3 Introdução
566–602 Paralelos (círculos árctico e antárctico, equador, trópicos)
603–30 Cores
631–65 Círculos Móveis (meridiano, horizonte)
666–804 Círculos Oblíquos (Zodíaco, Via Láctea) 
   (684–804 Excurso: A origem da Via Láctea e a sua função de morada das almas abençoadas)

Os Planetas
I, 805–8

Os Cometas
I, 809–926

809–16 Introdução
817–66 Primeira Teoria: os cometas como exalações ardentes da terra
867–73 Segunda Teoria: os cometas como estrelas menores, atraídas e depois projectadas pelo Sol
874–926 Terceira Teoria: os cometas como avisos divinos de desgraça iminente
   (905–26 Excurso: as guerras civis e os feitos de Augusto)


Livro II 

Proémio
II, 1–149

1–48 História da Poesia Hexamétrica
49–59 Pretensão de Originalidade
60–135 O Cosmos Divino e Capacidade Humana de o Compreender
136–49 Nova Pretensão de Originalidade

O Zodíaco: características dos signos
II, 150–269

150–4 Masculino e Feminino
155–7 Humano e Animal
157–96 Singular e  Duplo
197–202 Para trás e a Direito
203–22 Diurno e Nocturno
223–33 Aquático, Terrestre e Anfíbio
234–43 Fértil, Infértil e Intermédio
244–55 A Correr, Parado, Sentado e Deitado
256–64 Disfigurado e Inteiro
265–9 Vernal, Estival, Autunal e Hibernal

O Zodíaco: aspectos e outras relações
II, 270–692

270–2 Introdução
273–432 Aspectos (trígono, quadratura, sextil, oposição)
433–52 Digressão: os guardiões divinos dos signos
453–65 Digression: melothesia
466–519 Os Signos que vêem, ouvem, amam e enganam
520–692 Amizades e Conflitualidades dos Signos

Dodecatemoria
II, 693–749

693–737 Dodecatemoria (a décima segunda parte ou o micro-zodíaco)
738–49 A Dodecatemoria da Dodecatemoria

Digressão sobre o Método Didáctico
II, 750–87

750–4 O Método do Poeta
755–71 Parábola 1: a aprendizagem da leitura e escrita pela criança
772–87 Parábola 2: a construção de uma cidade

O Círculo Fixo do Observador
II, 788–970

788–840 Os Pontos Cardeais
841–55 Os Quadrantes
856–970 O Dôdekatópos (as doze casas)


Livro III

Proémio
III, 1–42

1–4 Pretensão de Originalidade
5–30 A Rejeição de outros temas por serem demasiado fáceis
31–42 A Dificuldade do Tema do Poeta: o público pode esperar a verdade, mas não a beleza

As Partes
III, 43–202

43–95 Introdução
96–159 O Círculo de Athla: Significado de cada Quinhão
160–202 A Parte da Fortuna: Cálculo

O Cálculo do Ascendente
III, 203–509

203–17 Importância e Dificuldade da Tarefa
218–46 Rejeição da vulgata ratio
247–74 Necessidade de Criar uma Hora Fixa
275–300 Os Tempos de Ascensão e Declinação dos Signos em Alexandria
301–442 Como Calcular os Tempos de Ascensão para todas as Latitudes
443–82 Como Calcular o Aumento de Horas de Luz Diurna desde o Solstício de Inverno até ao de Verão
483–509 Outro Método para o Cálculo de Ascendente (a vulgata ratio disfarçada)

Chronocratores (Regentes do Tempo)
III, 510–59

510–13 Introdução
514–36 Sistema 1
537–59 Sistema 2

Cálculo da Duração da Vida
III, 560–617

560–4 Introdução
565–80 Número de Anos atribuídos a cada Signo
581–617 A Duração da Vida determinada pelo Lugar da Lua no Dôdekatópos

Os Signos Tropicais
III, 618–82


Livro IV

Proémio
IV, 1–12

1–22 O Universo governado pelo Destino
23–68 O Exemplo da História Romana
69–107 Outros Exemplos
108–18 O Determinismo não impede o Louvor ou a Reprovação nas Acções Humanas 

O Carácter atribuído ao Nativo pelos Signos
IV, 122–293

Decanatos
IV, 294–386

294–309 Introdução
310–62 Os Decanatos Individuais 
362–386 Os Decanatos conferem uma Maior Complexidade às Natividades

Primeira Exortação ao Discípulo Frustrado
IV, 387–407

387–9 A Queixa do Discípulo: a dificuldade do tema
390–407 A Resposta do Poeta: o objecto de estudo não é outro senão (a união com ) deus

Partes damnandae
IV, 408–501

408–29 Introdução
430–43 A Dificuldade de abordar este Tema em Verso
444–97 Partes damnandae de Todos os Signos
498–501 Conclusão

Graus Individuais do Zodíaco
IV, 502–84

Geografia Zodiacal
IV, 585–817

585–695 Descrição do Mundo
696–710 As Diferentes Partes do Mundo regidas por cada um dos Signos
711–43 Diferenças Nacionais
744–806 A Actual Exposição da Geografia Zodiacal (Signo a Signo)
807–17 Conclusão

Signos Eclípticos
IV, 818–65

Segunda Exortação ao Aluno Frustrado
IV, 866–935

866–72 A Queixa do Discípulo: a natureza oculta-se
872–935 A Resposta do Poeta: o universo (macrocosmo) deseja revelar-se ao humano (microcosmo)


Livro V
Proémio
V, 1–29

Paranatellonta
V, 32–709
   (538–618 Excurso: o mito de Andrómeda)

[Lacuna]

Magnitude das Estrelas
V, 710–45
(falta o início)

710–17 Estrelas da 3a à 6a Magnitudes
718–33 As Estrelas de mais pequena Magnitude Visíveis apenas em Noites  muito Escuras
734–45 Excurso: a res publica das Estrelas




Traduzido e Adaptado a partir de:



Volk, Katharina, 2009, 
Manilius and his Intellectual Background
Oxford / Nova Iorque: Oxford University Press, pp. 266-70.