Sobre Mim

Rodolfo Miguel de Figueiredo
Astrologia e Tarot

  Dou consultas de astrologia e tarot há mais de quinze anos. Estudei filosofia na Universidade Nova de Lisboa, mas foi sobretudo como autodidacta que me tenho dedicado ao estudo comparado das religiões, à espiritualidade e ao esoterismo. Considero que foi o destino que me colocou neste caminho. Quando tinha treze anos encontrei cinco contos no chão e com eles comprei o meu primeiro baralho de tarot. Desde desse momento, um novo mundo apareceu diante de mim. As imagens fascinaram e esse foi o primeiro passo para procurar o seu sentido. A astrologia surgiu pouco tempo depois. Parecia-me óbvio que era um conhecimento que ia muito para além das previsões que aparecem nas revistas e nos jornais. Quando alguém diz eu sou Peixes ou Virgem ou Capricórnio anuncia apenas uma fracção muito limitada daquilo que é a sabedoria dos astros. O conhecimento, já na faculdade, do latim e do grego antigo permitiu que pudesse aceder aos textos - muitos deles ainda por traduzir - que estão na origem da astrologia e, embora siga um entendimento mais contemporâneo, esse estudo permite ver a evolução da astrologia, bem como chegar à constatação que em muitos aspectos a Astrologia Tradicional continua a ter uma fundamentação mais precisa e equilibrada.

  A vida colocou-me, durante cerca de dez anos, como livreiro e gerente de livrarias, o que não considero que seja dissonante da actividade de astrólogo e tarólogo, pois permitiu que adquirisse outras competências na relação interpessoal, bem como o conhecimento da orgânica das empresas. A aplicação da linguagem astrológica às empresas é uma das minhas áreas de eleição, pois acredito que, à semelhança de outras empresas estrangeiras, as empresas portuguesas podem melhorar a sua actividade com o recurso a esta método de consultadoria. Portugal ainda tem um longo caminho para trilhar na validação do sistema astrológico, pois, noutros países, como por exemplo no Reino Unido ou em França, a astrologia é reconhecida como uma área do saber com reconhecimento universitário. A existência de uma faculdade de astrologia em Portugal permitiria uma sistematização dos conhecimentos, a qual não poderia desprezar a Astrologia Tradicional, sobretudo pelo facto de a Astrologia Contemporânea ou Moderna apresentar, em muitos aspectos, uma variação interpretativa que nasce da sua subjectividade, ou seja, existem quase tantos sistemas como existem astrólogos. A tese que defendo é que a astrologia é um forma de linguagem, não uma ciência, nem uma arte, mas sim um modelo de interpretação da realidade que criou uma linguagem específica. Em certa medida, a astrologia assemelhava-se à filosofia, à matemática ou à física, que são áreas do saber que transcendem o imperativo do método científico e experimental, procurando em paralelo modelos conceptuais de apreensão da realidade.

  A forma como dou consultas rege-se por uma ética severa, na qual o sigilo e a transparência são pilares inalienáveis, daí que não esconda os preços das consultas, nem que cobre um cêntimo para além do anunciado. O cliente deve estar sempre informado, bem como ciente que nem a astrologia, nem o tarot operam milagres, pois ambos são apenas modos de compreender a realidade. Numa consulta de astrologia ou de tarot, o consultor deve ter sempre em mente que o cliente deve sair sempre mais esclarecido do que entrou, logo não se deve cair na tentação de debitar informação. O objectivo primeiro é encaminhar quem nos procurar até à transformação da sua vida, não devido aquilo que dizemos, mas sim porque aquilo que dizemos pode servir para tomar decisões conscientes e esclarecidas. Um outro aspecto que nunca deve ser descorado é que a liberdade é uma premissa humana e o destino é uma adequação a essa liberdade, tendo em vista a evolução do individuo. É a sabedoria que permite a liberdade e esta é o único meio de nos libertar-nos da ignorância, que é o maior dos males. Em suma, só faço e digo aquilo em que acredito, não invento informação, nem digo o que é mais conveniente e vantajoso. Dar consultas é uma forma nobre de respeitar o próximo.    

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